Não sei se dois mil e onze foi um ano de acontecimentos
fracos ou era eu que estava desligada demais pra me abalar com qualquer coisa
que fosse. Não tive grandes decepções, mas tampouco momentos de alegria extrema. Tive momentos felizes, triste, nostálgicos e etc, mas foi apenas
isso: momentos. Não cheguei a ter
aqueles períodos inconstantes que marcaram dois mil e dez. E se por um lado foi
bom já que eu não tive muito estresse, por outro fez esse ano passar
completamente despercebido.
A única experiência nova que tive foi a viagem para Vitória nas férias. O meu narcisismo (não sei que outra palavra usar, really) aumentou consideravelmente, a ponto de me fazer perder o interesse em 90% das pessoas ao meu redor, me fez ficar mais fechada, evitar sair do meu mundo particular. Evitei até mesmo sentir mais que o necessário e agora que paro pra pensar, acabei me afastando de muita gente, e nem isso conseguiu me deixar mal.
Dois mil e onze me deixou com vontade de viver esse ano
novo, de me fazer sentir, mas também aumentou o meu medo e o meu pessimismo de
forma absurda, me deixou conformada e carente e solitária e sem vida. E
sinceramente, não sei o que fazer em dois mil e doze, não sei por onde começar,
não sei o que esperar, não sei como lidar com minha própria indiferença e fazer
com que ela vá embora.
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