Tinha essa garota. Você sabe o nome dela, mas ele não importa muito, porque você só foi descobrir depois, então prefere a chamar de ela mesmo. E só tinha essa garota por causa do cabelo rosa. Não o rosa pink que se costuma ver em adolescentes, era um rosa clarinho, quase loiro, quase branco, que parecia desbotado, parecia que já tinha sido o rosa pink que se costuma ver em adolescentes, mas havia perdido a cor com o tempo. Não era o caso, mas parecia. Você nunca gostou de cabelos coloridos – em parte porque eles chamavam atenção e você detestava chamar atenção e em parte porque não achava que ficaria bem em você – mas ainda assim parou quando viu o dela. Era diferente, era bonito, era exatamente parecido com ela. Você ainda não sabia disso na primeira vez, mas já sentia. Sentia que era exatamente daquele jeito que devia ser.
O garçom soltou uma risadinha e você percebeu que estava encarando a garota por tempo demais, mas só conseguiu desviar o olhar para o seu chocolate quente quando ela saiu da loja.
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